Portugal: Tela pintada em prol das vítimas de ciclone em Moçambique será vendida em outubro

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Artista plástica Dilia Samarth (centro) e embaixadores acreditados em Portugal que ajudaram a pintar a tela

O quadro que a artista plástica Dília Samarth e os embaixadores acreditados em Portugal pintaram para ajudar as vítimas dos ciclones IDAI e Kenneth, que há seis meses assolaram Moçambique, será apresentado a potenciais compradores em outubro.

A proposta de compra será oficialmente lançada assim que a artista angolana concluir “os retoques” que está a dar à obra feita com objetivo de chamar atenção para o que aconteceu em Moçambique onde, primeiro, a 4 de março e, a seguir, a 21 de março de 2019, dois ciclones causaram quase 800 mortos.

A apresentação da tela final está agendada para a segunda semana do próximo mês, dias antes da comemoração do aniversário da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana (PADEMA) que se assinala a 19 de outubro, disse ao jornal É@GORA Luzia Moniz, que preside aquela entidade que é autora do ato de solidariedade.

Na apresentação da obra, “vão estar não só os envolvidos” que participaram na pintura da tela, como “vamos convidar potenciais compradores – o máximo que pudermos, incluindo embaixadas – e vamos a partir daí estipular um preço, o que não significa que os potenciais compradores não possam dar mais” do que for proposto, explicou Luzia Moniz.

“Mas”, clarificou, “não vai ser um leilão”, até porque “isso obedece a certas regras”.

Segundo Luzia Moniz, a PADEMA, enquanto mentora da ideia, decidiu estipular um preço após a peça estar concluída, por isso que para já é prematuro estimar o valor da obra.

“Não sei” qual será o custo da tela, mas ela “tem um peso simbólico, pois cada um dos embaixadores (que participou no projeto) representa um país”, frisou a presidente daquela plataforma que visa à promoção e o desenvolvimento da mulher africana da diáspora.

Além de um espaço para apresentação de virtuais compradores da obra de Dília Samarth, a artista que partilhou o seu pincel com embaixadores e pintou o quadro em prol de Moçambique, a cerimónia de comemoração do aniversário da PADEMA, que decorrerá numa galeria em Lisboa, será marcada por uma outra atividade de âmbito cultural.

“Vamos tentar ter uma exposição de artes africana”, em que será debatido “O lugar das mulheres nas artes em África”, uma iniciativa que servirá “para tentar descortinar como a arte e solidariedade ´casam´ em África”, avançou Luzia Moniz, dirigente da agremiação de defesa de interesse das mulheres de origem africana em Portugal. (MM)

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