PS contra “a normalização da extrema direita xenófoba” em Portugal

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Manuel Matola

O secretário geral do Partido Socialista, António Costa, criticou o presidente do PSD, principal força política da oposição em Portugal, por ter firmado um acordo com o Chega, o partido anti imigração, para viabilizar um Governo de direita no Arquipélago dos Açores, lembrando que “a normalização da extrema direita xenófoba é abrir a porta aos inimigos da democracia”.

O Chega e o PSD-Açores chegaram este sábado a um entendimento formal, depois de o mesmo ter sido anunciado na sexta-feira, para formar Governo naquela região, onde o PS governava há 20 anos.

Falando no final de um reunião do Partido Socialista, que tinha por tema principal as eleições presidenciais, António Costa considerou que, na sequência o acordo com Chega nos Açores, o líder do PSD, Rui Rio, “deve uma explicação ao país”, porque essa aproximação entre o Partido Social Democrata e uma força de “extrema-direita xenófoba” vai para além da “linha vermelha” da “direita democrática”.

O secretário-geral do PS António e primeiro-ministro português lamentou que Rui Rio não tenha tomado decisão idêntica a de Angela Markel, na Alemanha, ou de Pablo Casado, em Espanha, que se recusaram se colocar a “partidos da extrema-direita xenófoba” para constituir governos.

Em reação, o líder do PSD veio defender-se no Twitter, afirmando que “o PS veste-se agora de virgem ofendida por não conseguir uma maioria nos Açores”, aliás, “sabe que mente, quando agita acordos nacionais e coligações do PSD com o Chega”.

No Twitter que escreveu esta sexta-feira, depois de ter sido conhecido o acordo, Rui Rio lembrou que em 2015 o PS assinou um acordo com Bloco de Esquerda e PCP, dois partidos anti-europeístas, para dar início à “geringonça”, pelo que acusou António Costa de se ter “entregado” aos vizinhos da esquerda em “muitas leis e todos os orçamentos”. (MM)

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