PS vence eleições legislativas e três mulheres afrodescendentes podem entrar para o Parlamento

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O Partido Socialista venceu, sem maioria absoluta, as eleições legislativas de 2019, que se podem tornar históricas na democracia portuguesa por na próxima legislatura a Assembleia da República poder contar com três de deputadas afrodescendentes em diferentes partidos: Romualda Fernandes, pelo PS, Joacine Katar Moreira (LIVRE) e Beatriz Dias, pelo Bloco de Esquerda.

As primeiras projeções avançadas pela dão os seguintes resultados: PS – 36% a 40% (com 105 a 117 deputados); PSD – 24,2% a 28,2% (com 72 a 82 deputados); BE – 8,9% a 11,9 (com 17 a 24 deputados); CDU – 4,7% a 7,3% (com 7 a 13 deputados); CDS – 2,4% a 5% (com 2 a 8 deputados); PAN – 2,5% a 4,5% (com 2 a 6 deputados); INICIATIVA LIBERAL – 0,6% 2,6% (com 1 a 3 deputados); LIVRE – 0,5% a 2,5% (com 1 a 2 deputados); CHEGA – 0,4% a 2,4 (com 1 deputado).

A confirmar-se os resultados provisórios das eleições legislativas deste ano em Portugal, quebrar-se-á a tradição da última década no Parlamento português.

Há mais de 10 anos que o angolano Hélder Amaral, do CDS-PP, era o único deputado em Portugal que quebrava a representatividade étnico-racial naquele órgão legislativo composto por 230 parlamentares.

Desde a introdução da democracia, após 25 de abril, Portugal já teve deputados oriundos de Países Africanos de Língua Portuguesa, ex-colónias portuguesas: em 1995, o Partido Socialista elegeu Celeste Correia, natural de Cabo-Verde, e o guineense Fernando Ká, enquanto o cabo-verdiano Manuel Correia foi eleito pelo Partido Comunista Português.

Além de correrem pelo círculo eleitoral de Lisboa, as três candidatas de origem africana que terão sido eleitas ao Parlamento português este domingo têm algo em comum – todas têm ascendentes na Guiné Bissau, embora militem por forças políticas diferentes: a luso-guineense Joacine Katar Moreira é cabeça de lista do partido Livre; a portuguesa nascida no Senegal, Beatriz Gomes Dias, fundadora e presidente da Associação de Afrodescendentes em Portugal, ocupa a terceira posição na lista do Bloco de Esquerda; e Romualda Fernandes, atual vogal do Conselho Diretivo do Alto Comissariado para as Migrações, está na 19ª posição pelo Partido Socialista que terá mais entre 104 e 112 deputados em todos o país.(MM)

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