Qual o seu nível de conforto com a sua imagem?

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Claudina Correia
(Consultora de Imagem)
A nossa imagem impacta a forma como nos sentimos e isso interfere na relação com o nosso meio.

Há dias em conversa com a minha mãe, comentei que tenho por hábito, quando estou na rua, entrar em hotéis de luxo para usar a casa de banho. Algo normal que acontece com nós mulheres quando estamos fora de casa e precisamos usar uma casa de banho “pública” de cafés ou outros espaços Eu tenho preferência por hotéis…bons hotéis!
Ao que a minha mãe responde: “É preciso estar muito bem vestida para isso”.

Eu entro nesses espaços não só porque as casas de banho estão limpas e o conforto que nos proporciona, mas também porque são lugares que gosto de frequentar e onde me sinto bem.

O que a minha mãe quis dizer, de acordo com a minha interpretação, não é sobre a roupa em si, pois não existe uma roupa específica para entrar num hotel seja ele de luxo ou não. E sim o quão confortáveis nos sentimos com a nossa imagem que nos permite estar à vontade para entrar em qualquer ambiente.
Sabemos que somos julgados pela nossa imagem e, mesmo que de forma inconsciente, sabemos também quando a nossa imagem não se adequa a determinado espaço.

O nosso estilo é definido tanto pela roupa que vestimos, a nossa forma de viver, os nossos gostos e também pelos espaços que gostamos de frequentar com regularidade. É claro que algumas pessoas não se vestem de acordo com o seu estilo de vida ou por questões profissionais têm estilos divergentes do pessoal. Cada caso é um caso.

Se quando temos eventos especiais procuramos a vestimenta apropriada é porque temos conhecimento de que existem códigos de indumentária para cada ambiente e situação. E é por essa razão que existem lugares pelos quais passamos pela porta e não nos atrevemos a entrar, no fundo, sabemos que não estamos adequados, não pela roupa mas sim pela nossa autoconfiança.

Já aconteceu de eu estar acompanhada e precisar de ir a uma casa de banho e acabar por entrar sozinha no hotel porque a minha amiga não se sentia confortável para entrar.
O problema não é do hotel ou qualquer outro espaço mas sim a nossa falta de confiança com nós mesmos por acharmos que aquele lugar não nos pertence.

Nós podemos e devemos frequentar qualquer espaço que gostamos, a não ser que exista uma indicação clara de que não podemos entrar, ou só com marcação ou roupa específica (o que acontece com alguns casinos). Caso contrário não há nada mais que nos impeça de entrar.
A verdade é que crescemos a ouvir de que determinados espaços são só para determinadas pessoas e já houve tempos em que era assim, não mais. Mas a crença permanece.

Quando não estamos confortáveis com a nossa imagem, o nosso comportamento denuncia, pois ficamos nervosos, não sabemos como nos comportar e estamos mais suscetíveis de cometer pequenos desastres. Quando não estamos à vontade com a nossa imagem ela precisa de ser trabalhada, principalmente quando isso nos limita a nível profissional e pessoal. Trabalhar a nossa imagem vai ajudar a ficarmos mais confiantes e além de fazer com que os outros nos aceitem como somos também estaremos mais aptos a adaptar a nossa imagem para as diferentes situações sem perdermos a nossa essência.

Saliento ainda que o trabalho da imagem não deve ser apenas pela forma de vestir, os código de cada espaço vão muito alem da roupa. O trabalho da imagem deve passar pela forma de estar, de completar e de comunicar. (X)

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