Quebra de 35% no negócio de lojas e restaurantes chineses obriga a férias

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Foto: AIPA ©

A redução em 35% no negócio de lojas e restaurantes chineses desde janeiro levou os comerciantes daquela que é uma das mais importantes comunidades de imigrantes em Portugal a tirar férias.

A falta de turistas e restrições trazidas pelo novo Coronavírus levou a este encerramento provisório do comércio para travar a queda de rentabilidade. Nesta fase, a comunidade chinesa afasta, no entanto, qualquer cenário de discriminação aos seus membros.

O presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Yping Chow, garantiu ao jornal É@GORA que o negócio de lojas e restaurantes chineses sofreu uma quebra “entre 30% e 35%” desde o início do ano. Um cenário que está a ditar o encerramento provisório dos espaços para evitar um mal maior, garante.

Em declarações ao É@GORA, o presidente da Liga dos Chineses em Portugal confirmou que “as lojas e restaurantes estão a decidir por um encerramento provisório porque, nesta altura, o negócio está fraco”.

Yping Chow estima que “a quebra no negócio, tanto nos restaurantes como lojas, oscila entre os 30% e os 35%”. Nas palavras da mesma fonte, este decréscimo é motivado não só pela falta de turistas que se começa a sentir, assim como pelas restrições trazidas pela epidemia do Covid-19, ou coronavírus.

Perante a falta de clientes, a medida de precaução adotada por grande parte dos comerciantes foi de “encerrar para férias, que podem durar 15 dias ou um mês”, realça a mesma fonte.

Yping Chow garante ainda que a quebra não é só dos negócios da comunidade chinesa, sendo que acontece também no comércio português. O responsável não tem um número exato de espaços encerrados, mas admite que está a acontecer em todo o País.

“Nota-se mais em Lisboa porque há mais lojas e restaurantes detidos pela comunidade chinesa”, sublinha a mesma fonte. Nesta fase, existirão cerca de 15 mil lojas e restaurantes da comunidade chinesa residente em Portugal.

Apesar dos receios em torno do novo coronavírus, que começou na China, o mesmo dirigente afasta qualquer cenário de discriminação contra a comunidade que representa. E reitera que os encerramentos são provisórios.

É que “se não fechassem agora teria de ser mais tarde”.

Ainda sobre o surto de coronavírus, Yping Chow garante que a comunidade chinesa tomou as medidas necessárias para evitar contágio.

A Direção Geral da Saúde estimou em 59 o número de infetados em Portugal, onde não há registo de mortos. (DL)

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