Regresso às aulas: Identificar e Controlar a Ansiedade

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Adelaide Miranda
(Escritora, Engenheira, Empreendedora)
Com o início do mês de setembro chega a ansiedade para os pais e, certamente, para as crianças. Os planos são os de iniciar as aulas presenciais ainda este mês. Gera-se o pânico uma vez que a grande questão permanece: como garantir o distanciamento social entre crianças?
As medidas de segurança irão passar, certamente, pelo uso de máscaras, pela obrigatoriedade de usar álcool gel, manter as distâncias de segurança, sempre que possível, e, provavelmente, reduzir o número de alunos por aula.
Enquanto aguardamos as medidas de segurança e as regras para o começo das aulas, é importante, essencial e obrigatório controlarmos a ansiedade principalmente nas crianças. Porquê? Para além da ansiedade gerar estado de stress elevados, episódios crónicos de ansiedade podem levar a doenças do foro mental. Identificar e tratar a ansiedade torna-se vital.

A melhor forma de identificarmos a ansiedade é através da observação. Apesar dos sintomas poderem diferir de criança para criança existem sintomas físicos de fácil identificação: tremuras no corpo, suar exageradamente, alteração da cor nas faces e pescoço. Para além destes sintomas imediatos devemos estar também atentos a: dificuldade em dormir, dores de estômago frequentes, dificuldade em se concentrar… Estes são os principais sintomas.

As crianças precisam de ajuda a identificar os sintomas, a entender o estado em que se encontram e, também, a controlar o melhor que podem.

Como podem os pais ajudar? As próximas três dicas desvendam o segredo:

Dica 1 – Identificar a Ansiedade
A melhor forma de ajudar as crianças a identificar os sinais de ansiedade é conversando com elas. Questionando sobre o seu dia a dia, o que as preocupa… Tentar entender se os pensamentos são negativos ou positivos, e ajudá-las a enfrentar as situações que possam estar a tentar evitar, fazendo-as entender que tudo é passageiro e tem solução.

Dica 2 – Falar sobre Ansiedade
Uma vez identificado o estado de ansiedade, convém conversar sobre o mesmo. Conversar sobre o que as aflige, pensar em todos os cenários, arranjar soluções para todos os possíveis problemas irá permitir uma melhor gestão da situação em questão.

Dica 3 – Desmistificar Ansiedade
Sentir ansiedade é normal. Não é necessário criar-se um bicho de sete cabeças e as crianças devem entender isso. Ao perceberem que todo o ser humano em alguma fase da vida passou por um momento de ansiedade, as crianças tendem a sentir-se melhor consigo mesmas. Ou seja, conseguem perceber que existem formas de a superar e de imediato reduzem o nível de ansiedade.

Existem várias formas de superar a ansiedade, sendo uma das mais imediatas o acesso à respiração profunda e controlada. Ultimamente, tem-se recorrido muito à meditação infantil que permite aceder a um estado de paz e maior relaxe. Para casos de ansiedade crónica a recomendação é recorrer a um profissional que possa ajudar a resolver. O mais importante é garantir que todos os estados de ansiedade são identificados e abordados.

Aos poucos teremos de voltar à normalidade, ou construir uma nova normalidade. O segredo está claramente na nossa capacidade de adaptação. Ensinarmos as nossas crianças a entenderem a mudança e a adaptarem-se à mesma é a salvação para a nossa humanidade. As crianças de hoje são os adultos do futuro.

Regressar às aulas é crucial para o crescimento das nossas crianças, e eventualmente para o crescimento da sociedade em que vivemos. Entrar em pânico não vai evitar a mudança, apenas atrasar o crescimento. A solução: controlar e ensinar a controlar a ansiedade.

E para todas as novas situações há que relembrar a trindade da nossa nova sociedade: álcool gel, máscaras e distância de segurança. (X)

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