SEF: Detido em Lisboa cidadão estrangeiro alvo de mandado de captura para extradição

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FOTO: SEF ©

Manuel Matola

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou hoje a detenção, no Aeroporto de Lisboa, de um cidadão estrangeiro, de 40 anos de idade, alvo de um mandado de captura para extradição, emitido pela Suécia.

Segundo a polícia migratória portuguesa, o cidadão em causa está indiciado de prática de crime de tráfico de droga.

O detido foi “intercetado no decorrer de um controlo de fronteira efetuado a um voo proveniente de Dakar (Senegal), com destino a Paris”, capital francesa, pelo que “foi conduzido ao Cometlis (Comando Metropolitano de Lisboa da PSP) onde permanecerá até ser presente ao Tribunal da Relação”, diz a nota enviada ao jornal É@GORA.

Em fevereiro, o SEF introduziu um sistema inovador em teste no aeroporto de Lisboa que faz a recolha de dados que são depois confrontados com a lista internacional em que estão sinalizados passageiros com algum impedimento.

O sistema inovador de controlo de passageiros testado no aeroporto de Lisboa permite aos passageiros que viajam para fora da Europa uma passagem mais rápida pelos controlos fronteiriços, procurando-se evitar filas e garantir a mobilidade num aeroporto congestionado.

“O passageiro chega ao aeroporto, dirige-se ao quiosque na zona das partidas, que lê o passaporte, os dados são recolhidos temporariamente [e guardados numa base de dados durante 12 horas, nesta fase-piloto], é feita a validação em relação à nacionalidade do passageiro, que tem que ser europeu, ter mais de 18 anos e viajar para um destino fora da Europa”, explicou na altura a inspetora do SEF Erica Santos, citada pela agência Lusa.

Através de um ecrã de toque, a máquina do sistema “Biometrics On the Move” (BOM), uma parceria da agência europeia de fronteiras Frontex, a Aeroportos de Portugal (ANA) e o SEF guia o passageiro pela leitura do passaporte, recolha de impressões digitais e fotografia.

Os dados são depois confrontados com a lista internacional em que estão sinalizados passageiros com algum impedimento, como sempre, e “são feitas as validações de segurança”.

Se tudo for aceite, quando chega ao posto de fronteira através do corredor BOM, a impressão digital é lida por uma máquina por onde o passageiro passa sem ter que parar, bastando passar a mão, e duas câmaras fazem a leitura facial para confirmar.

Tudo se passa “enquanto a pessoa está em movimento, a ideia é não ter que parar, não ter que voltar a apresentar documentos, é só andar”, indicou. (MM e Lusa)

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