Serão os EUA um país real? Curta reflexão sobre os factos ocorridos na Nação dos Direitos Humanos

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Portugal homenageia hoje George Floyd, cujo funeral se realiza terça-feira, em Houston (EUA)

Gaspar Almeida (Médico reformado, Empresário, Networker)
Gostaria de ter a veia literária de La Fontaine para poder contar uma fábula: existia em tempos no planeta dos homens um país que era paladino dos Direitos Humanos; um país que era acérrimo defensor dos Direitos Humanos, mas que as autoridades policiais sistemática e claramente violavam esses direitos.

Quero me referir à última cena de asfixiamento de um cidadão afro-americano até à morte por um crime hediondo: tentar usar uma nota falsa de 20 dólares. Imaginem num país dos Direitos humanos tirar-se a vida a uma criatura feita à imagem de Deus…Confesso que nem o nosso PAN – Partido Pessoas-Animais-Natureza de Portugal – alguma vez denunciou às autoridades uma violência dessa natureza praticada sobre nossos amigos de quatro patas.

Gostaria também de ser um mosquito para poder passear por diversos lares americanos de famílias brancas para ouvir a explicação dos pais a seus filhos menores, nesta semana do Dia da Criança, à pergunta: “Pai, por que o nosso agente espancou o afro-americano? Foi por ter sido acusado de tentar comprar cigarros com uma nota falsa de 20 dólares. Nos Estados Unidos da América não existem tribunais para julgar os ladrões e falsificadores de notas?

Pasmemos, irmãos do Terceiro Mundo. Que maravilhoso exemplo de Direitos Cívicos estamos a aprender com os Estados Unidos da América!

A agitação e a revolta dos afro-americanos produziu estragos, destruições. Sim, bens materiais. Mas não tem mais valor a vida humana? Segundo a Bíblia que todos americanos lêem e que o Presidente Trump exibiu, há dias, para fazer uma foto para a posteridade, o próprio Deus enviou seu Filho para salvar o Homem.

Como compatibilizar os valores bíblicos com a violência gratuita dos Agentes da Ordem?

Foi bom a mobilização da revolta por diversas cidades europeias. Rezemos para que o homicídio de Georges Floyd seja o último desta violência das autoridades.

Ironicamente, neste domingo, os promotores de violência sobre outros humanos também estarão na Igreja a rezar.

Paz à sua alma, George Floyd!

Que o seu sacrifício seja o fim de uma era e o princípio de uma nova era.

À família enlutada apenas nos resta enviar a nossa solidariedade.

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