TAP repatria 141 moçambicanos, 1º grupo de angolanos regressa 3ªfeira

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FOTO: TAP ©

Manuel Matola e Precidónio Silvério

Pelo menos 141 cidadãos moçambicanos foram repatriados esta quinta-feira de Portugal, naquele que é o primeiro dos quatro voos humanitários que a TAP realizará até final deste mês, entre Lisboa-Maputo-Lisboa, uma operação que antecede a de angolanos que voltam à pátria a partir de terça-feira.

Um comunicado da embaixada portuguesa na capital moçambicana, a que o jornal É@GORA teve acesso, indica que além do de dia 16, a TAP tem agendados voos para Maputo a 18, 23 e 25 de Julho.

Contactada pelo jornal É@GORA, a companhia aérea de bandeira portuguesa referiu que “a TAP não fornece dados relativos à nacionalidade dos passageiros, pelo que não é possível responder à pergunta ´qual foi o número de moçambicanos que foram nesse voo`”, no entanto, a empresa assinala em nota que “o voo extraordinário Lisboa Maputo realizado no dia 16 de Julho tinha a bordo um total de 141 passageiros”.

Entretanto, o jornal É@GORA fez a mesma pergunta à embaixada de Moçambique em Lisboa sobre o número de moçambicanos que foram no voo humanitário desta quinta-feira, ao que uma fonte da missão diplomática moçambicana em Portugal assegurou que “embarcaram 141 pessoas”.

A introdução de quatro voos humanitários de repatriamento entre Lisboa e Maputo e vice-versa, segundo avança um comunicado da embaixada portuguesa na capital moçambicana, é o fim de mais um clamor de cidadãos que se encontravam retidos tanto em Portugal como em Moçambique, depois de mais de quatro meses sem saber quando poderiam retornar aos seus destinos.

Por enquanto, o comunicado avança algumas regras restritivas para viajar por estes voos. Com efeito, para a rota Lisboa-Maputo, só são permitidos nacionais moçambicanos, residentes legais em Moçambique e cidadãos com autorização excepcional de entrada ao abrigo do decreto 51/2020 de 2 de Julho, número 2 do artigo 10.

De Maputo para Lisboa, podem viajar cidadãos nacionais da União Europeia, nacionais de Estados Associados ao espaço Schengen, membros das suas respectivas famílias, isto sob a Directiva 2004/38/CE do Parlamento e do Concelho.

Ainda para a mesma rota, serão aceites nacionais de países terceiros com residência local num Estado-membro da União Europeia em trânsito para o país de origem ou residência legal.

No passado sábado, chegou a Lisboa um voo com mais de 200 tripulantes, depois de longa espera dos cidadãos que pretendiam voltar a Portugal ou de lá seguir para outros países da União Europeia.

Voos para Angola

Os voos humanitários para trazer os cerca de 7.000 angolanos retidos em Portugal devido ao fecho de fronteiras no seu país vão ter início na próxima terça-feira, anunciou esta quinta-feira o secretário de Estado para a Saúde Pública angolano.

Franco Mufinda, que falava no habitual balanço epidemiológico diário sobre a covid-19, indicou igualmente que chegaram esta quinta-feira ao país 270 angolanos provenientes do Brasil, entre os quais 27 crianças.

Companhia aérea portuguesa. Foto: TAP ©
O responsável da Saúde de Angola, citado pela agência Lusa, não detalhou quantos angolanos deverão regressar de Portugal na terça-feira.

O Governo angolano tinha anunciado, na quarta-feira, que Portugal seria o próximo destino de repatriamento para os angolanos que querem regressar ao seu país, cujas fronteiras foram encerradas a 20 de março devido à pandemia de covid-19, mas sem avançar datas.

Segundo o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, que é também coordenador da comissão multissetorial de combate e prevenção da covid-19, cerca de 7.000 angolanos aguardam em Portugal para ser repatriados.

“O próximo destino será Portugal. Como sabem temos uma comunidade à espera do regresso de cerca de 7.000 cidadãos”, o que vai representar um esforço elevado em termos financeiros e de meios de transportes, adiantou.

“Estão em condições bastante difíceis, reconhecemos isto. Não imagino estar três, quatro meses fora de casa e sem recursos para sobreviver”, sublinhou o general Pedro Sebastião.

Depois disso será dada atenção a outros núcleos de angolanos que estão espalhados pela Europa e pelo mundo, como Dubai, disse na mesma altura.

As reservas para estes itinerários obedecem a certos procedimentos que a companhia aérea portuguesa está dar a conhecer aos clientes.

Em resposta à pergunta do jornal É@GORA sobre se há previsão de voos para Luanda nos próximos dias, a a transportadora aérea portugues não respondeu, assinalando apenas que “sob autorização especial do Governo angolano, a TAP tem realizado uma média de dois voos por semana entre Lisboa e Luanda”. (MM, PS e Lusa)

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