Um fim de semana de luto na diáspora angolana em Portugal

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Manuel Matola

A diáspora angolana em Portugal perdeu, este fim de semana, duas figuras das artes: Leda Neto, filha mais nova de Agostinho Neto, e o músico Fernando Quental, mais conhecido como “Nando Kental”, autor de grandes sucessos como “Quando eu fui a Benguela”.

Tanto Leda da Silva Neto quanto “Nando Kental” perderam a vida vítima de doença na capital portuguesa onde recebiam tratamento médico.

A presidência angolana descreve Leda da Silva Neto, que faleceu no sábado, como uma filha que “soube honrar o legado de seu pai”, Agostinho Neto, o primeiro Presidente de Angola.

Em comunicado divulgado hoje, a embaixada angolana em Lisboa traça o perfil do músico angolano, que vivia em Portugal desde 1976, onde “fundou o grupo ‘Kizomba’, em 1979, nome inspirado num grupo que já existia no Cunene”.

“Com 45 anos de carreira, Fernando Quental nasceu no Cunene, mas foi na Huila onde começou a sua carreira musical, fazendo parte do agrupamento musical ‘Shallon’”, diz a nota da embaixada de Angola em Portugal sobre “Nando Kental”, que faleceu este domingo.

A mesma nota acrescenta: “O grande salto na sua carreira foi como integrante do conjunto ‘África Tentação’. Participou no álbum ‘Kapuete Kamundanda’ de Paulo Flores como guitarrista. Integrou o grupo ‘Kanawa’ com Eduardo Paim e Ruca Van-dúnem entre outros, quando o género musical Kizomba se começa a implantar. Depois do sucesso ‘Quando fui a Benguela’, participou em 1992 no projecto ‘Sem Kigila Também’ de Ruca Van-dúnem, cantando as músicas ‘Kandengue’ e ‘Som da Banda’”.

Em 1999 gravou o seu álbum a solo “Kassula Iami”, com Tino MC, Betinho Feijó e Maninho Teixeira.

Dois anos depois, em 2001, “Nando Kental” foi convidado pelo Dj Dias Rodrigues para o Pikante Vol.1, onde cantou “Leviana”. Em 2006, gravou no Pikante Vol.2, a música “Processos da Banda”, um dueto com Eduardo Paim. (MM)

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