Vinho poderá sair da Roda dos Alimentos!

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Dra. Michele Miranda de Almeida
Consultora Nutricional
O Vinho, a dita “Maravilhosa bebida dos Deuses” sempre esteve de alguma forma vinculado à história do homem, seja por ser uma bebida com sabor e personalidade próprios ou pelos benefícios que traz à saúde. Importantes civilizações antigas utilizavam vinho como remédio para o corpo e para a alma. Documentos históricos mostram o uso do vinho de forma medicinal pelo homem, prática realizada há milhares de anos.

A mídia e a comunidade científica têm retomado o debate sobre a relação do vinho com a qualidade de vida, principalmente nos últimos anos, em que as atenções se voltam aos complexos vitamínicos, florais, alimentos funcionais, exercícios e a totalidade de receituários que indicam chances de longevidade e energia.

Posto isto, gerou um interesse crescente, relacionando-se o consumo moderado de vinho aos prováveis benefícios que este possa proporcionar ao homem. Estudos desenvolvidos, no mundo inteiro, comprovam que o vinho, tomado em quantidade moderada, contribui para a saúde do organismo humano, aumentando a qualidade e o tempo de vida.

As pesquisas relacionam o consumo moderado de vinho a benefícios à saúde humana, nomeadamente, no que diz respeito às doenças cardiovasculares, à quimioprevenção de vários tipos de câncer, e mesmo a doenças hepáticas e senilidade.
O vinho é uma bebida obtida da fermentação alcoólica da uva madura e fresca ou suco de uva fresco.

A definição bioquímica caracteriza-o como bebida proveniente da fermentação alcoólica dos açúcares de suco de uva pelas leveduras e, em alguns casos, pelas bactérias lácticas. Conforme a composição do vinho, os principais constituintes são água, etanol, açúcares, minerais, vitaminas, ácidos orgânicos, aminas bioativas, e traços de proteínas.

O resveratrol representa o composto fenólico mais importante do vinho, que é encontrado na casca da uva, e apresenta atividade bioquímica, age como inibidor da agregação plaquetária e coagulação, apresenta ação anti-inflamatória, regula o metabolismo lipoproteico e age como quimiopreventivo.

No entanto, o vinho pode sair da Roda dos Alimentos

O relatório de 2019 do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), a que a agência Lusa teve acesso, mostra que o guia alimentar (Roda dos Alimentos) para a população portuguesa já foi desenvolvido em 2003 e sendo necessário uma revisão, na qual o corpo técnico terá assumido tal tarefa no plano de ação para 2019/2020.

Posteriormente a esta data, foi apenas desenvolvida a roda dos alimentos mediterrânica, na qual se destacam produtos mais característicos da cultura nacional. Contudo, nessa actualização introduziu-se o consumo moderado de vinho, quando passou a marcar presença no quadro de referência alimentar.

Desde 2016 que Roda dos Alimentos mediterrânica integra uma referência ao consumo moderado de vinho. Porém, este trabalho de revisão com finalização até final de 2020, segundo o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), vai discutir a retirada do vinho da Roda. O grupo de trabalho equaciona a saída do vinho.

O debate sobre a retirada do vinho da roda alimentar foi comunicada pela diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável. “A evidência mais recente diz-nos hoje que não há qualquer nível de ingestão de álcool que possa ser considerado seguro e sem riscos para a saúde. A Organização Mundial da Saúde actualmente recomenda consumo zero”, confirma Maria João Gregório.

Por essa razão, ficamos no aguardo de cenas do próximo capítulo.

Data da última revisão: 02 de Setembro de 2020
Fontes consultadas:

Website oficial Organização Mundial da Saúde – OMS
Website oficial Direção Geral da Saúde – DGS
https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/roda-dos-alimentos/
https://observador.pt/

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